Blog Imobiliário abr.. 2022 · Gaiacasas

Projeto BOX de Tiago Sousa – Uma casa nova dentro de uma ruína

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Projeto BOX
a casa projeto box

Venha connosco numa visita virtual ao projeto BOX, a reabilitação de uma ruína muito especial, pela mão do talentoso arquiteto Tiago Sousa.

Tiago Sousa é arquiteto pela Universidade Lusíada do Porto, Universitá degli Studi di Roma La Sapienza - Prima Facultà di architettura Ludovico Quaroni e Facultà di Architettura Valle Giulia – desde 2012.

Tendo participado em vários Concursos e Projetos Internacionais em ateliers no Porto e em Roma, iniciou o seu próprio atelier em 2016, com uma prática dedicada à arquitetura e urbanismo com projetos singulares de diversos temas.

O projeto BOX surge em Paredes de Coura, mais concretamente em Romarigães. Trata-se da reabilitação de uma ruína, construindo uma nova casa.

Quanto a este projeto de reabilitação, Tiago Sousa refere que -

“um projeto de reabilitação é sempre um jogo de conflito entre a memória das experiências com a contemporaneidade do uso ou intenção. É neste jogo entre passado e presente, de memória e atualidade que o projeto se desenvolve, de forma rígida, estereotómica e aspeto rude. O volume existente apresenta uma geometria particular, uma geometria que se destaca e afasta da típica casa minhota"


casa do tiago sousa




Projeto BOX – uma visão de contrastes

BOX, trata-se de uma moradia que valoriza o largo em que se implanta, conforme se verifica na memória descritiva.

A intenção não é, de todo, desvanecer as diferenças entre “o velho e o novo”.

Pelo contrário, pretende-se provocar a que observa uma dualidade de sentimentos, pela inegável contradição de conceitos presentes no espaço.

Claramente trata-se dum jogo de equilíbrio e tensão entre a forma existente e a forma proposta.

Todo o enquadramento na nova proposta, tanto a nível de cor, como de forma e posicionamento, visam propositadamente dar destaque ao contraste entre “velho e novo”.

BOX – uma visita virtual



sala do projeto

Esta moradia está planeada para uso habitacional e é composta por dois pisos.


No piso inferior encontramos os espaços sociais, ao passo que no piso superior temos a zona mais privativa da habitação.





cozinha do projeto

Assim, no piso inferior temos cozinha, zona de jantar e sala de estar orientadas de norte para sul, respetivamente.

Trata-se de um espaço amplo, mas um arrumo, de certa forma, “reserva” a zona de balcão da cozinha e a zona de trabalho.

Ainda a contribuir para a distribuição e organização coerente do espaço, temos as escadas centrais que dão acesso ao piso superior.

Trata-se de muito mais do que um acesso funcional da moradia. São verdadeiramente um elemento ornamental, de desenho fluído e curvilíneo, mas de materiais robustos e visualmente impactantes (betão e madeira). Servem para diferenciar o espaço de jantar da sala de estar.

Já na zona mais privativa da casa estão dois quartos, arrumos e uma instalação sanitária.



fotografia do ivo tavares

Os quartos encontram-se um no alçado norte e outro a sul, são simétricos e possuem as mesmas dimensões, sempre respeitando a total simetria da planta. Todos os espaços, quartos, instalação sanitária e arrumos estão planeados de forma independente e são encerrados.

Houve ainda a intenção de não sobrecarregar os alçados interiores, razão pela qual parte das paredes e portas foram revestidas com ripado de madeira maciça (sapelly), para promover a ilusão de continuidade, minimizando interrupções no revestimento.

Ao longo de todo o ripado, no pormenor de um friso, das tampas dos quadros e nos puxadores encastrados no ripado, não é percetível a existência de abertura.

Descrevendo ainda a conexão entre o espaço de estar e o exterior da moradia, o arquiteto Tiago Sousa conclui com a seguinte referência:

“sem qualquer ampliação na implantação o programa organiza-se nos limites existentes e com base na relação do interior com o exterior. O espaço de estar relaciona-se com o exterior através de um plano de vidro progredido por outro elemento horizontal de betão que controla a intensidade da luz natural. É importante interpretar o lugar para projetar e organizar o objeto"


Fonte fotografia: Autor - IVO Tavares (Fotógrafo profissional de arquitetura) |Todos os direitos reservados|





casa em ruinas

"Arquitetura é um estado de espírito e não uma profissão"- Le Corbusier - Arquiteto urbanístico

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