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Subida das taxas de juro – o papel dos intermediários de crédito

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O papel dos intermediários de crédito
Função dos intermediarios de crédito

Com as taxas Euribor em terreno positivo, muitos portugueses começam a repensar os seus encargos e a tentar poupar para épocas mais tensas em sentido financeiro.

Apresentamos os comentários de quem acompanha esta situação na linha da frente.

A subida das taxas Euribor já é uma realidade, para preocupação de muitas famílias com crédito habitação.

Atualmente, as taxas Euribor estão já em terreno positivo e o cenário não se prevê muito animador.

O Banco Central Europeu afirma que as taxas de juro irão subir ainda mais e, face ao que se avizinha, começam a surgir questões sobre como essa subida irá influir na operação de crédito dos bancos.

Segundo Sandra Dias, diretora de Marketing e head of Banking Partnerships do Novo Banco, esta situação é algo para o qual a banca se tem vindo a preparar ao longo do tempo.

Conforme afirmou Sandra Dias:

"Obviamente que nós não íamos ter taxas negativas a vida toda. Temos alguma memória. Ao preparar-nos para isto significa que nós também já começámos a habituar o mercado, seja por vontade própria, seja por obrigatoriedade da parte do regulador, que algumas condições nós não podemos fazer"



taxas de juro na intermediação de crédito




Subida das taxas de juro – impacto no negócio do crédito e mercado imobiliário

No que toca à influência da subida das taxas de juro no crédito habitação, Francisco Ferreira Lima, diretor de Marketing Redes Externas e Intermediação de Crédito da Caixa Geral de Depósitos (CGD), manifesta um ponto de vista positivo.

O mesmo referiu que o negócio do crédito habitação irá continuar. Segundo Francisco Ferreira Lima:

"Os preços do imobiliário vão estabilizar, os spreads vão estabilizar. O custo do dinheiro vai aumentar pela subida dos juros. Há um ajustamento, mas o mercado continua na mesa"

Cláudio Santos, chief commercial officer (CCO) do Doutor Finanças, defende que irá continuar a ver-se crescimento neste setor e apoia a sua perspetiva num facto: a pressão da procura sobre a oferta.

Vai ainda mais longe e reconhece que vai existir uma “luta por quota” no que toca às instituições bancárias. Isso fará com que não haja abrandamento no negócio de crédito habitação.

O papel dos intermediários de crédito em épocas de incerteza financeira

Claro está que todos estes fatores conjugados irão afetar o orçamento das famílias portuguesas.

No entanto, Francisco Ferreira Lima crê que não haverá incumprimento no que toca ao crédito habitação.

Sandra Dias concorda e apoia esta ideia na taxa de poupança das famílias. Segundo Sandra Dias, não é só a banca que se tem vindo a preparar para esta nova realidade, mas também as famílias portuguesas, que parecem estar a salvaguardar recursos para épocas de maior dificuldade financeira.

Um indicativo desse cenário está no volume de depósitos, que aumentou de forma notória durante a pandemia.



Ainda assim, é inegável que estamos em época de grande incerteza financeira. Em momentos como os que agora vivemos, é de suma importância rever os nossos encargos e tomar decisões ponderadas.

Nesse contexto, Francisco Ferreira Lima refere que:

"nunca foi tão relevante o papel de um intermediário de crédito"

Taxa fixa e taxa mista, são seguras? O que dizem os especialistas?

Quem já tem um crédito habitação contratado está também numa situação de incerteza, já que não se sabe até onde podem subir as taxas de juro.

O mesmo acontece com quem pretende comprar casa, recorrendo a crédito habitação.

Assim, surge a questão sobre alternativas às taxas Euribor, com as opções de taxa fixa e taxa mista em jogo.

A taxa fixa envolve a garantia de que a prestação será a mesma até ao final do contrato de crédito.

Alberto Torres, diretor Nacional de Parcerias do Banco BPI, afirma que esta é a melhor opção para clientes que não podem correr grandes riscos de derrapar no orçamento, ou cuja taxa de esforço está no limite. Nestes casos, afirma “a taxa fixa é mais segura”.

A taxa mista, num período inicial, mantém a taxa de juro “congelada”, por assim dizer, no período restante, passa a ser variável.



Renata Carvalho, responsável da Área de Parcerias do Bankinter, afirma que se pode optar pela modalidade de taxa mista com segurança, uma vez que o período em que a taxa se encontra fixa corresponde :

"eventualmente ao tempo que nós achamos que vai haver a maior escalada de taxas de juro, onde se vai sentir mais a subida"

como um intermediario lida com os bancos

"A experiência é o melhor professor. Mas as taxas da escola são altas. - Hegel - professor académico alemão"

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